História

A história de Caldas Novas

Caldas Novas, no sul de Goiás, é hoje a maior estância hidrotermal do mundo. Mas até virar destino de mais de 2 milhões de visitantes por ano, percorreu um caminho que começou ainda no ciclo do ouro, no século XVIII.

Antes da descoberta: a Serra de Caldas

A região onde hoje fica Caldas Novas era ocupada originalmente por povos indígenas que já conheciam as fontes quentes que brotavam aos pés da Serra de Caldas — um maciço rochoso que funciona como uma espécie de “tampa” que pressuriza e aquece as águas subterrâneas. O nome caldas, em português arcaico, significa exatamente isto: fontes de água quente que surgem naturalmente do solo.

Século XVIII: bandeirantes e o ouro

O registro mais antigo das águas termais aparece em 1722, durante a expedição de Bartolomeu Bueno da Silva Filho — o Anhanguera — em busca de ouro no interior de Goiás. Ao descrever a região, os bandeirantes mencionam fontes de águas quentes que surpreendiam os viajantes acostumados ao calor do cerrado, mas não à água saindo morna direto do chão.

Naquela época, o foco era o ouro de Vila Boa (hoje Goiás Velho) e Pirenópolis. As águas eram curiosidade. A povoação ao redor das fontes só começou de fato no século XIX.

Século XIX: o povoado das águas

Com o esgotamento do ouro, parte das famílias goianas migrou para o entorno das fontes. O lugar passou a ser procurado por doentes em busca de tratamento — reumatismo, problemas de pele e digestivos. Surgem os primeiros “banheiros públicos” cavados nas pedras, primórdios das atuais piscinas termais.

O povoado foi elevado a distrito em 1911 e a município em 1° de janeiro de 1934, com o nome de Caldas Novas — para distinguir das “Caldas Velhas”, fontes conhecidas em outras partes do Brasil.

Meados do século XX: nascem os primeiros hotéis

Até a década de 1950, a hospedagem era simples: pensões e casas alugadas. A virada veio quando empreendedores começaram a perfurar poços para captar a água termal e construir piscinas particulares. A combinação “hotel com piscina termal própria” transformou economicamente a cidade.

Nos anos 1970 e 1980, com a abertura de estradas que ligaram Caldas Novas a Goiânia, Brasília, Belo Horizonte e Uberlândia, o destino se popularizou em todo o Centro-Oeste e Sudeste.

A era dos resorts e a explosão do turismo familiar

Entre os anos 1990 e 2010, Caldas Novas vive uma segunda revolução: surgem grandes complexos hoteleiros com parques aquáticos integrados, voltados para o público familiar. A cidade deixa de ser apenas “termal medicinal” e passa a se posicionar como destino de lazer.

É nesse período que se consolidam complexos como o diRoma, com seus vários hotéis temáticos inspirados na Itália — Thermas diRoma, Villas diRoma, Piazza diRoma, Spazzio diRoma, L'Acqua diRoma, Fiori diRoma, diRoma Resort e diRoma Exclusive — e parques aquáticos como o diRoma Acqua Park.

Caldas Novas hoje

Com pouco mais de 90 mil habitantes, Caldas Novas recebe mais de 2 milhões de turistas por ano. É reconhecida pela Organização Mundial do Turismo como a maior estância hidrotermal do planeta. As águas que abastecem hotéis e parques vêm de poços que captam o aquífero termal a temperaturas entre 36 °C e 57 °C.

A cidade convive com o desafio de equilibrar uso turístico e preservação do aquífero — tema central das políticas locais nas últimas décadas, com regras estritas de captação e monitoramento.

O complexo diRoma na história da cidade

O Grupo diRoma é um dos protagonistas dessa virada turística. Reúne hotéis, residenciais-hotel e parques aquáticos termais em um mesmo conceito: arquitetura inspirada em vilas italianas, estrutura voltada para famílias e tarifas acessíveis. Hoje é referência para quem busca Caldas Novas com conforto e diversão garantida.